terça-feira, 26 de abril de 2016

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS




As DII (doenças inflamatórias intestinais) são crônicas e diferenciadas pela localização e extensão no intestino.
As formas mais comuns de apresentação são Retocolite ulcerativa e Doença de Crohn.
O papel do nutricionista no tratamento das DII é o de verificar se há perda de peso (que pode estar mascarada pelo uso de corticoides, que levam à retenção hídrica), deficiências de vitaminas e minerais, deficiência no crescimento no caso de crianças, contribuir para diminuir os sintomas da doença e aumentar o tempo entre as crises.
O tratamento dietoterápico deve ser antifermentativo e observado a tolerância individual do paciente aos alimentos.
EVITAR os alimentos:
- Relacionados com a formação de gases como, brócolis, couve-flor, couve, repolho, nabo, cebola crua, pimentão verde, rabanete, pepino, batata doce;
- Grãos e leguminosas;
- Frutos do mar;
- Melão, abacate e melancia;
- Ovo
- Sementes oleaginosas;
- Bebidas gasosas;
- Excesso de açúcar;
- Doces concentrados.
Pacientes com DII apresentam menor quantidade de bactérias benéficas e o uso de probióticos fora da fase ativa da doença, pode contribuir para o aumento do tempo entre as crises.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista

Agende sua consulta (13) 3471-1069/(13) 99177-7264

MEU FILHO NÃO COME!!!



 



Costumo sempre ouvir das mães: - Meu filho(a) não come direito! Não consigo fazer ele(a) comer comida! Ele(a) não come frutas, verduras e legumes!
Então resolvi falar um pouco sobre isso. Geralmente, as crianças começam a apresentar diferenças no apetite próximo de completarem 2 anos. Sua demanda nutricional diminui e o apetite, consequentemente, diminui.
Os principais erros da família nessa situação são: a ansiedade para ver a criança voltando a comer, quererem decidir o quanto os filhos comem (quando deveriam decidir o que servir) e alimentar a criança sem hora certa, deixando-a a vontade para comer quando quiser. Eu sei, acreditem! Dá insegurança achar que o filho come “pouco”. Aí a ansiedade ou o autoritarismo (forçar a comer) podem prejudicar esse pouco apetite que a criança teria.
Vou dar algumas dicas simples, para que a hora da refeição seja mais tranquila e para que os filhos sejam menos seletivos:
- Seja o exemplo. Não adianta querer que o filho coma frutas, verduras e legumes, se vocês não comem.
- Faça comentários positivos sobre a comida que está sendo servida, como por exemplo, “que delícia de beterraba”. Esse tipo de comentário mostra para a criança que outras pessoas gostam de beterraba, então esse alimento pode ser bom! A criança pode querer provar ou não. Mas o reforço positivo foi feito.
- Servir sempre os alimentos que a criança não aceita. Mesmo diante da recusa, coloque no prato!
- Ofereça o alimento várias vezes e preparado de formas diferentes! Estudos comprovam que é necessário oferecer o mesmo alimento 8, 12 vezes para ver se a criança gosta.
- Organize os horários das refeições e não sirva absolutamente nada entre elas. Dessa forma, a criança chega na mesa com fome e mais propensa a comer o que for oferecido.
- Durante as refeições, nada de distrações, como a tv ligada, tablets, computadores... A atenção da criança precisa estar na refeição (essa é difícil, mas é muito importante).
- Limitar o tempo de duração das refeições. Passou o tempo, se não comeu, só irá comer na próxima refeição. Não insista para a criança comer! A criança só está testando o limite e a sua paciência. Se ela estiver com fome, ela vai comer. Retire o prato da mesa sem briga e discussão. E não vale dar outra coisa para ela comer, principalmente besteira". A criança não ficará doente se pular uma ou duas refeições. Lembre-se que você está educando.
- Tentar manter-se neutro (difícil essa também, eu sei!) durante as refeições. Nem brigar, nem parabenizar muito!
- Nada de recompensas! Chantagens ou ameaças fazem com que a criança entenda que aquele vegetal, por exemplo, é um alimento ruim enquanto a sobremesa é boa. A dica é oferecer o alimento diariamente, até que a criança aceite.
Essas são atitudes que a curto e a longo prazo funcionam, porém uma educação alimentar orientada quase sempre é necessária. O nutricionista pode auxiliar colocando, passo a passo, o que a família precisa fazer, de acordo com sua realidade, suas expectativas, sua cultura e sua rotina. Essas orientações dão segurança para os pais seguirem em frente.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista

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OBESIDADE INFANTIL

 

O número de crianças com sobrepeso ou obesidade tem aumentado de maneira significativa. Crianças com sobrepeso ou obesidade tendem a se tornar adultos obesos, expostos precocemente a problemas de saúde relacionados ao excesso de peso. Existem várias causas para o excesso de peso como, a genética, a ansiedade, problemas hormonais, maus hábitos alimentares, o sedentarismo e até uma mistura de todos esses fatores.
A obesidade infantil, ou na adolescência, é um problema que exige atenção dos pais, escola e profissionais de saúde, devido às consequências que pode trazer como, colesterol elevado, problemas ortopédicos, diabetes, hipertensão, entre outros. Além de fazer com que a criança seja alvo de apelidos e brincadeiras desagradáveis, colaborando para o isolamento na escola.
É na infância que os hábitos alimentares são formados e, dependendo da disponibilidade e do acesso aos alimentos, assim como das interações entre pais e filhos no contexto alimentar, as preferências e o padrão de consumo das crianças podem influenciar no seu estado nutricional.
ORIENTAÇÕES: Cuidado na escolha dos lanches ofertados na escola e em casa. Dê preferência às frutas, sucos naturais e evite alimentos industrializados e fritos. Um adulto deve acompanhar no controle das quantidades, qualidade e horário das refeições. Estimule bons hábitos alimentares para toda a família e não esqueça que a alimentação dos pais é o principal exemplo para as crianças.
Uma despensa saudável e uma geladeira cheia de alimentos nutritivos são importantes para toda a família. Não adianta querer que a criança coma fruta enquanto os pais comem salgadinhos e doces.
Proibir as guloseimas como salgadinhos, balas e doces não é uma boa ideia, já que estimularão ainda mais o interesse da criança, mas podem-se estabelecer dias, horários e quantidades adequadas para serem consumidos. Se esses alimentos são incluídos na alimentação como parte da socialização escolar, de forma esporádica, não acarretam riscos à saúde.
Praticar atividade física é essencial para o controle do peso das crianças. Desligue a televisão, o celular, o tablet e coloque a criança para brincar, correr, andar de bicicleta, pular corda... Aquelas brincadeiras que fazíamos quando crianças!

Drª Maya Montelato
Nutricionista

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ALERGIAS ALIMENTARES: O PAPEL DO NUTRICIONISTA



A incidência de alergias alimentares vem sofrendo um aumento na população, principalmente em crianças. As alergias alimentares afetam de 3 a 4% da população adulta, mas são as crianças que apresentam os índices mais altos: 6 a 8% das crianças com menos de 3 anos de idade sofrem de alergias alimentares.
É importante lembrar que alergia alimentar não é a mesma coisa que intolerância alimentar. Enquanto na alergia temos uma reação imunológica do organismo, a intolerância está relacionada à dificuldade do organismo em digerir ou quebrar moléculas de determinado alimento em função da ausência de enzimas específicas.
O Nutricionista tem um papel importante na prevenção de deficiências nutricionais decorrentes da retirada do alimento causador da alergia da dieta, na orientação do paciente e/ou responsável sobre cuidados de consumo (a correta leitura dos rótulos, por exemplo) e no auxílio para o diagnóstico correto quando o trabalho ocorre de forma multidisciplinar.
Quando o nutricionista recebe um paciente com diagnóstico de alergia alimentar ele terá o importante papel de criar uma dieta que se adapte à vida do paciente e que evite deficiências nutricionais devido a retirada do alimento alergênico. O nutricionista também poderá indicar novas receitas, facilitando a construção de um novo cardápio para a família.
No caso de crianças, o nutricionista é responsável por ensinar os pais a encontrar alimentos que seus filhos possam consumir. Muitas vezes os rótulos dos alimentos não são claros e as informações sobre os alergênicos não aparecem. Em julho deste ano entrará em vigor uma resolução da ANVISA (RDC n. 26/2015) que trará mais segurança ao consumidor. A resolução dispõe sobre os requisitos para rotulagem dos principais alimentos que causam alergias alimentares. As embalagens deverão conter as seguintes instruções, conforme o caso: “Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”.
Deve-se orientar os pais também a procurar informações sobre a preparação de alimentos nos restaurantes que frequentarem, eu mesma já tive uma crise alérgica em um restaurante, porque o local não identificou do que era feito a preparação.
É possível levar uma vida saudável e livre de sustos causados pelas alergias. Quanto mais informações o Nutricionista tiver, mas competente ele será para manter o estado nutricional do seu paciente e para ajudá-lo a manter uma alimentação segura.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista

Agende sua consulta (13) 3471-1060/ (13) 99177-7264

FIBRAS X SAÚDE INTESTINAL





Enquanto algumas empresas/profissionais defendem maior consumo de probióticos (bactérias vivas benéficas que melhoram a composição de bactérias em nosso intestino), cada vez mais pesquisas apontam para o uso das fibras como alimento para as bactérias do intestino para mudar a microbiota intestinal e ter melhores resultados de saúde.
Quando as bactérias intestinais são privadas de fibras fermentáveis, algumas morrem, porém outras são capazes de se adaptar e passam a utilizar como fonte alimentar o revestimento mucoso que ajuda a manter a parede intestinal intacta e livre de infecções.
Portanto, as fibras beneficiam o corpo de várias maneiras e o seu consumo tem sido associado a uma melhor função imune, redução de inflamações e proteção contra obesidade.
Para manter a saúde intestinal, precisamos nos alimentar de uma dieta rica em fibras diariamente.
Na minha opinião, o uso de fibras e probióticos são importantes, pois ambos auxiliam na saúde do intestino.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista

Agende sua consulta: (13) 3471-1069/(13) 99177-7264

ALIMENTOS FORTIFICADOS

 
As mães estão sempre preocupadas com a alimentação dos seus filhos e em busca de fornecer o melhor tipo de alimentação. Devido a isso, acabam por fazer escolhas de alimentos com alegações nutricionais que aparentemente são positivas.
Partimos do pensamento de que se determinado alimento foi enriquecido com Ferro, por exemplo, ele é melhor que o seu similar que não é enriquecido, certo? Nem sempre! Será mesmo que seu filho precisa adicionar mais nutrientes na alimentação? Cada caso é um caso, algumas crianças precisam sim, já outras não tem a menor necessidade. Quem irá avaliar essa necessidade é o pediatra e/ou nutricionista.
É sempre bom lembrar que é possível garantir todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e manutenção da vida apenas com alimentos naturais, sem a necessidade de fortificá-los, porém eu compreendo que nem sempre é possível.
Todos os nutrientes são importantes para a nossa saúde, mas falando em desenvolvimento infantil, o Cálcio e o Ferro tem papéis fundamentais. O Cálcio é essencial para o crescimento e manutenção dos ossos e dentes; participa do processo de transporte de nutrientes nas células; está envolvido no processo de contração muscular, entre outras funções. Já o Ferro, é o nutriente responsável pela formação de hemácias; transporte de oxigênio para as células; produção de enzimas e etc. Só que se lembram de um post que fiz sobre anemia? Então, lá eu explicava que combinar Cálcio e Ferro na mesma refeição pode não ser uma boa ideia, porque esses dois minerais competem para serem absorvidos, prejudicando a absorção desses dois nutrientes ao mesmo tempo.
Então para exemplificar vou falar do leite que é fonte natural de cálcio e que alguns são enriquecidos com ferro. Ao dar esse leite enriquecido com ferro, você talvez esteja prejudicando a absorção do Cálcio desse mesmo leite e vice versa. Será que vale a pena? Não seria melhor buscar o Ferro da carne, das leguminosas e das hortaliças? DEPENDE! Cada caso é um caso. A criança tem anemia? Ela come bem? Ingere frutas e verduras? E carne? Cada caso deve ser analisado de perto por um nutricionista.
Esses alimentos são “vilões”? Não. Mas devem ser consumidos com cuidado e orientação. Se eu prescrevo alimentos enriquecidos e fortificados? Dificilmente, a não ser que seja a única alternativa. Prefiro orientar uma alimentação mais natural e variada.
Uma última dica: Não caiam na ideia de que alimentos como bolachas, iogurtes, salgadinhos, cereais, entre outros tantos alimentos enriquecidos sejam uma boa opção. A indústria de alimentos tem enriquecido esses tipos de alimentos, porque os consumidores estão mais exigentes, porém é só usar o bom senso, de forma alguma um biscoito recheado será saudável porque tem um monte de vitaminas e minerais.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista
CRM3: 46911/P

Agende sua consulta: (13) 3471-1069/(13) 99177-7264

NEM TUDO É O QUE PARECE




Somos bombardeados todos os dias por propagandas de alimentos que informam que as pesquisas e os médicos recomendam o consumo do produto, pois fará bem para a sua saúde! Será que este conselho é totalmente seguro?
As indústrias de alimentos utilizam alguns recursos para adicionar certa “credibilidade” à publicidade
de alimentos. O primeiro deles, estratégia recorrente, é o uso da imagem de “profissionais da saúde”
para enumerar os benefícios do consumo de determinados produtos.
O que ninguém revela ao consumidor é que, na maioria dos casos, se não em todos, trata-se de um ator, pois algumas categorias, como a dos médicos e dos nutricionistas, estão impedidas de participar de comerciais.
Igualmente comum é a alegação, baseada em “pesquisa” que determinado produto é benéfico para a saúde ou eficiente em sua proposta. Para confirmar, diversas empresas de fato agregam os resultados de estudos aos seus anúncios. O grande problema é o uso de considerações genéricas sobre pesquisas circunstanciais. “Os fabricantes apresentam resultados gerais como sendo frutos de uma análise abrangente. Entretanto, são estudos muito específicos, realizados com um grupo pequeno de pessoas, e de acordo com determinadas características”. No anúncio, porém, o entendimento que fica para o consumidor é que se trata de uma pesquisa válida para qualquer tipo de pessoa ou situação.
Estamos vivendo em uma época em que as pessoas acreditam mais na publicidade do que nos profissionais da saúde! Precisamos reverter isso.

Drª Mayra Montelato
Nutricionista
CRM3: 46911/P