terça-feira, 21 de junho de 2016

A importância do Ômega 3 para a prevenção das alergias infantis e doenças respiratórias




As doenças infecciosas e respiratórias estão entre as principais causas de agravo à saúde nas crianças. As infecções respiratórias, sobretudo a pneumonia, têm demonstrado correlação com a mortalidade mais elevada, sendo uma das principais causas de morte em crianças menores de 5 anos de idade em todo o mundo. Por sua vez, a asma apresenta-se como a doença crônica mais comum na infância. 
Já se sabe da importância que a nutrição materna tem sobre as estruturas em desenvolvimento e funções do feto, nesse sentido, a suplementação de ômega-3 durante a gravidez e lactação tem efeito relevante na disposição de ômega-3 para o bebê, pois tem se mostrado como importante coadjuvante na prevenção de doenças alérgicas e respiratórias, devido ao seu papel imunomodulador (ação de modular o sistema imunológico, melhorando assim o nosso mecanismo de defesa).
O consumo de alimentos fontes de ômega 3 na gestação e na infância, tem demonstrado redução na sensibilidade aos alimentos mais comumente alergênicos e menor prevalência e gravidade da dermatite atópica no primeiro ano de vida. Alimentos ricos em ômega 3: Peixes (são as melhores fontes), Semente de linhaça e Oleaginosas.
Lembre-se: já existe uma gama de opções de suplementos no mercado, mas se você pensa em fazer suplementação de ômega 3, procure um nutricionista para saber se é realmente necessário!
Apesar das evidências científicas do ômega-3 ser um importante aliado na prevenção de alergias e doenças respiratórias na infância, a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida é fundamental para a contribuir na melhora da qualidade de vida.

Dra. Mayra Montelato
Nutricionista
(13) 99177-7264

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Entenda quais são os perigos da monotonia alimentar



Com o passar do tempo acabamos cozinhando as mesmas receitas, comprando os mesmos produtos, escolhendo os mesmos pratos nos mesmos restaurantes e comendo sempre a mesma coisa. Se isso acontece comigo, tenho certeza que também acontece com vocês.
Sabe aquela rotina de segunda a sexta, que acabamos seguindo diariamente pela praticidade ou falta de tempo ou ideias? Tomamos aquele mesmo café da manhã, os mesmos almoços e jantares com poucas mudanças durante a semana. E depois cometemos aqueles exageros ou extravagâncias nos finais de semana? Chamamos isso na nutrição de monotonia alimentar, que significa comer sempre os mesmos alimentos.
Entenda porque a monotonia alimentar é péssima para a nossa saúde e a das crianças:
- Cada alimento é fonte de determinados nutrientes. Quando você come sempre os mesmos alimentos, pode não acesso a todos os nutrientes que seu corpo precisa, podendo causar algumas deficiências nutricionais, em especial deficiência de vitaminas e minerais.  
- O organismo acaba sofrendo com os exageros de outros nutrientes, podendo causar problemas como colesterol alto, diabetes, triglicérides elevado, hipertensão, etc.
- A monotonia alimentar acaba por gerar comportamentos alimentares mais ansiosos, vorazes e exagerados. Se a comida é sempre a mesma, quando temos a oportunidade de comer coisas novas ou diferentes, a tendência é ignorar os sinais físicos de fome e saciedade que o corpo envia, e comer motivado apenas pela circunstância.
- Essa atitude de comer sempre as mesmas coisas facilita as oscilações de peso, bagunça nosso metabolismo e causa problemas físicos (desconforto gastrointestinal e refluxo, por exemplo) e emocionais (culpa, baixa autoestima, insatisfação com o próprio corpo e peso, reações depressivas, ciclos de restrição alimentar/dietas alternados com compulsão ou sensação de descontrole, entre outros).
- Crianças que comem sempre os mesmos alimentos oferecidos, passam a desenvolver carências nutricionais, manias e recusas alimentares.
Duvido que você não tenha se identificado com pelo menos 2 das coisas que falei acima. Comece a repensar sua alimentação. Eu sei que é difícil, ainda mais hoje em dia que nós mulheres somos donas de casa, faxineiras, lavadeiras, cozinheiras, passadeiras, educadoras, motoristas, mãe, esposas e ainda trabalhamos fora. É muita coisa para uma mulher só, né? Por isso vou deixar algumas dicas bem simples para melhorar e diversificar as refeições, que eu mesma faço em casa, então sei que é possível fazer, porque os exemplos de tarefas femininas que citei acima, me baseei em mim mesma.
Dicas:
- O arroz de sempre pode variar com cenoura, brócolis, passas, nozes, lentilhas, beterraba, abobrinha, etc... É só dar uma raladinha rápida no legume. Fica mais nutritivo, bonito e colorido.
- Varie a forma de preparo dos legumes e tubérculos. No vapor, eles ficam mais suculentos, com mais vitaminas e é super fácil de fazer, você coloca ali em cima da panela enquanto prepara o arroz. Assados cortados em palitinhos, com azeite e uma pitadinha de alecrim. Grelhados numa frigideira. Chips no forno quente e com um fio de azeite, é só cortar os legumes em rodelas bem fininhas.
- O purê pode ser feito com as cascas da batata (bem mais nutritivo) e de outros tubérculos como mandioquinha, inhame, batata-doce, mandioca… E os lindos purês cor de laranja, como de cenoura e abóbora, sem precisar adicionar manteiga em nenhum deles.
- Que tal variar o feijão carioca? Utilize feijão preto, feijão branco, feijão fradinho e outras leguminosas como lentilhas, grão de bico e ervilhas por exemplo. É uma boa opção para esse momento em que o feijão está MUI-TO caro.
- Varie também nos lanches que a nutri insiste que você faça ao longo do dia. Coma diferentes frutas, castanhas (amêndoas, avelãs, castanha do Pará, de caju, nozes, nozes-pecán, pistaches, em pequenas quantidades) e frutas secas…
- Procure também variar os estabelecimentos que você costuma comprar comida: algumas semanas tente ir à feira, alterne os supermercados que você faz compras, visite alguns hortifrutis… Cada um deles pode ter diferentes alimentos ou até o mesmo alimento com diferentes qualidades.
E a regra de comer um prato bem colorido e bonito ainda vale (só não vale aquela piadinha ruim de um prato cheio de m&m, tá?), pois cada cor significa determinado nutriente, e assim a chance de você comer todos os nutrientes que precisa e com prazer aumenta consideravelmente!

Beijos,
Dra Mayra Montelato
Nutriconista
(13) 99177-7264

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Introdução alimentar: Amamentar antes ou depois da refeição?





Enfim chegou o tão esperado momento da introdução de alimentos para o seu bebê. Depois de seis meses, além de mamar, ele também vai poder comer. E o melhor, não precisa ser só você a alimentar seu filho (a), não é mais uma tarefa que só você poderá fazer. Os avós, o papai, tias, a madrinha e amigos também poderão participar da alimentação. Maravilhoso não?  E você lá, super ansiosa, certo? Como será que ele vai reagir? Será que vai gostar?
Até o momento que começam as dúvidas e os palpites da família, vizinhas e amigas. “Não dê de mamar na hora da refeição, se não o bebê não vai querer comer. Depois de comer, não pode dar de mamar, pois o leite interfere na absorção dos nutrientes!”.  E aí vira uma confusão na sua pobre cabecinha inexperiente (caso seja o primeiro filho). O bebê chora porque quer mamar, você não deixa porque está quase na hora de comer a papinha. Aí ele cospe tudo, porque está acostumado com o leite materno. Claro que nem sempre é assim que acontece, mas para algumas mães, funciona assim e às vezes pior.
E o que era para ser uma experiência divertida, acaba virando um Deus nos acuda, cheia de frustração. Então como nutricionista e mãe, resolvi ajudar as mães que precisam, passando algumas dicas fáceis, simples e baseadas na ciência para ajudá-las na introdução alimentar complementar do seu filho(a).
A alimentação complementar tem esse nome porque complementa o leite materno, e não o substitui. Já contei em outras postagens que o leite materno é o alimento mais perfeito que existe. Ele alimenta e hidrata seu bebê, mas chega um momento que o bebê precisa complementar essa alimentação para continuar crescendo, se desenvolvendo e aprendendo a socializar, porque alimentação também faz parte da socialização das pessoas.
Assim como no início da amamentação logo no pós-parto, a produção de leite se adapta às novas necessidades do bebê, também irá se adaptar, quando o bebê estiver consumindo parte dos nutrientes que necessita pelos alimentos.
Na introdução da alimentação complementar, não pule as mamadas. Você pode amamentar seu bebê, sem nenhum prejuízo. Ele vai sentir necessidade de comer novos alimentos, pode não ser na quantidade que você deseja que ele coma, mas um pouco ele sempre vai comer. Aprenda a perceber quando o bebê está satisfeito. Ele não tem necessidade de comer o pratinho de papinha todo. Nos 2 a 3 primeiros meses da introdução alimentar essa adaptação é mais intensa, portanto, não pule as mamadas.
E o leite na hora das grandes refeições (almoço e jantar) não interfere na absorção dos nutrientes? Sim! O cálcio presente no leite e derivados interfere na absorção do ferro presente nos grãos, vegetais e carne. Mas isso vale apenas para o leite de vaca e derivados, não vale para o leite humano. Agora para os bebês que tomam leite artificial, a recomendação é diferente! É bom que só ofereça o leite artificial após 2 horas do almoço e jantar, que são as refeições que contém ferro.
Se você amamentar antes da refeição, pode ser que o bebê coma menos, ou não. Mas uma coisa é certa, se ele comer menos do que precisa nessa refeição, vai compensar o déficit seja mamando mais ou comendo mais na refeição seguinte. Talvez, digo talvez, porque cada caso é um caso e cada bebê é um bebê, se você negar o peito e insistir na papinha, ele vai chorar bastante e é muito provável que recuse totalmente a refeição.  
Se ele quiser mamar, deixe, permita! A probabilidade de ele aceitar a papinha após a mamada é maior. Tenha em mente que como nós, tem dias que eles estão mais difíceis, portanto, terá dias que o bebê aceitará atrasar a mamada e comer alimentos sólidos, e tem dias que não. Como já disse, respeite os sinais que o bebê te dá, como o de fome, saciedade, vontade de experimentar novos alimentos, humor, sono e até o clima, porque tudo isso interfere na alimentação.
O leite materno ainda nutre o bebê depois dos 6 meses, por isso recomenda-se a amamentação complementar até os 2 anos de idade. Não só nutre como ainda tem todos os fatores de imunidade importantíssimos para a saúde dele. O único nutriente que acaba ficando um pouco em falta no leite materno depois dos seis meses de vida é o ferro. Por este motivo, o Ministério da Saúde suplementa com ferro todas as crianças de 6 a 18 meses de idade, para evitar a anemia nesta faixa etária.

Nutricionista Mayra Montelato
                    (13) 99177-7264

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Qual o seu tipo físico?



BIOTIPO 


Biotipo é o tipo físico que cada um de nós tem. De acordo com ele, temos uma tendência natural a sermos mais baixos ou altos, mais gordinhas ou magrinhas, de pernas compridas ou curtas.
Existem três biotipos: Endomorfos,  Mesomorfos e Ectomorfos.
O ectomorfo é naturalmente magro, com baixo percentual de gordura corporal e tem dificuldade em ganhar peso, seja de massa muscular ou de gordura. Sua estrutura óssea e caixa torácica são estreitas, ombros curtos e cintura fina.
O mesomorfo pode facilmente ganhar ou perder peso e possuí uma estrutura óssea ideal, com ombros e caixa torácica largos e cintura estreita.
Já o endomorfo possuí muita facilidade em ganhar peso, principalmente de gordura e mais dificuldade em perder. Já é naturalmente pesado, com ombros, caixa torácica e cintura largas.
Uma das coisas que sempre escuto é: -Eu quero ficar igual a tal celebridade/musa fitness/bombadão.
Nós temos exemplos de modelos magérrimas e gostosas a cada esquina. Todos os dias, seja na TV, na rua, na revista, somos bombardeados com estereótipos da mulher super gostosa e do homem bombadão, só que nos esquecemos de que cada um tem um tipo físico diferente.

Uma das principais dicas ao iniciar a reeducação alimentar e a atividade física, para perda ou ganho de peso, é aceitar o seu corpo e seus limites. Não digo aceitar aquela barriguinha que te incomoda e não fazer nada a respeito. Digo aceitar seu biotipo mesmo, entender que não dá pra ficar igual à Gisele Bündchen se você é baixinha com pernas grossas e nem ficar igual à Sabrina Sato se você é muito alta.

Deixar nosso corpo mais bonito e saudável é maravilhoso, mas sempre lembrando da nossa individualidade. Aceitarmos nosso corpo é super importante para nossa felicidade. Eu sei que é difícil, mas ficar a vida inteira buscando dietas milagrosas para ficar com o corpo daquela modelo ou atriz que você admira não te trará benefícios. Pelo contrário, fazer dietas milagrosas pode causar sérios danos a sua saúde, infelicidade e decepção devido a não conseguir chegar ao seu objetivo. Imagina uma vida inteira de insatisfação pelo seu corpo e de tentativas frustradas de modificá-lo. Você não precisa disso!!! É bem mais fácil e saudável, aceitar seu corpo como ele é e com base nisso deixar ele mais bonito. Certo? Devemos ter objetivos reais em relação ao nosso corpo e saúde, algo que seja possível de alcançar. Devemos sempre começar com algo fácil, para nos motivar para os objetivos mais difíceis, sem nunca esquecer dos limites do nosso corpo e do nosso tipo físico. Com isso tudo fica mais fácil.
Combinado então? Vamos nos aceitar?
Beijos

Dra Mayra Montelato
Nutricionista
(13) 99177-7264